LIVRO # 7
Silêncio!
Seus olhos me disseram
Com uma sobrancelha
Marcada pela dúvida
Me carinhava,
Com seu rosto noturno
E não perguntava nada
Apenas me admirava
Com ciúmes alheios
Como me disse
Mas não acreditará
Porque não podia haver
Quem a ciumará por mim
De minha companhia
De admiração
Que não medrava
Nem de idade
Amo e amo
Simples assim como um poema
Prometido
Há meses
Sem indagação
De convivência
Nem cobrança
Insistência
Apenas
Por amar nas horas
Vagas
Seu rosto
E seu silêncio
Seu amor
Por si mesmo depositado
Em votos Secretos
·
A impotência da profecia
É amarga
Para ser prevista e vivida
Não se engane
Minhas palavras soarão como duvidas
Se é assim que te parece ser
Então me dou por satisfeita
·
O que pode dar de errado
É o que os guerreiros
Procuram no profético
O que pode dar de certo
Este são para os amantes
Os céticos querem
Somente me conhecer
Sinto falta do presente
De estar aqui comigo mesma
De estar aqui
De ficar aqui
Com minha feminilidade
Sem profecia alguma
·
O passado não me interessa
Ele conta com o imaginário singular
De nossa melancolia
FUTURO
Esta tal pressagio
Escrevo para os outros
·
Miguelangelo
Quando me pintou em afresco
Só o rosto era meu
De Camus
Feminino e duvidoso
Sem nenhum ar de conquista
Apenas
O que carrego como corpo
O modelo que Miguelangelo usou para
Compor meu corpo
Foi a de um homem
Músculos
Virilidade
Torções
Gesto abrupto
Acento em mármore
De Macho poder
Talvez Miguelangelo tenha acertado
·
O futuro é uma quimera
Corpo de macho e
Cabeça de fêmea
Este é o principio do pilar da dialética
O futuro é assim
A quimera do erro e do acerto
No mesmo corpo
Mas se a cabeça feminina
Olhar para aquele corpo macho
Não se libertará
Nunca mais
Mas se o corpo macho
Sentir a cabeça feminina
Saberá que seus músculos foram
Em vão
Esta é a melhor definição
Para o acerto e o erro
·
Se queres rigor no futuro
Não sinta os músculos
Não tenha vaidade
De seu olhar
Faça o macho e evite a fêmea
Faça a fêmea e evite o macho
E o futuro surgira
Infante
Com tudo que há de vir a ser
O anjo sem sexo
·
Ahahhahhahahh!
·
Caíram nessa…?
O futuro é cruel
Não morde e assopra
Arranca pedaços
E se implantado rejeitará
Qualquer carne corpórea
Conviva com a falta
Faça dela seu limite
Não terá mais a ansiedade
Da quimera
Retalhos do bem e do mal
Tenho seis livros ainda
Para terminar meu trajeto
Uma caminhada de palavras
Em folhas esperas
Que deixa evidente
Que sou
Sibila
·
Sibila andrógena
Por quem me pintou
Mas meu pensamento
É feminino
Não quero chegar a nenhuma conclusão
Quando não sei nada
Do devir
Minto
Ao final dos livros
Deixarei em forma de palimpsesto
Os pensamentos
No qual mudei de idéia
·
Minha esperança
Não ficou na caixa de Pandora
Esta favoreceu Galeno virando éter
Está por aí
Por aqui
Por lá
Mas há um lugar que ela
Não está
NA RACIONALIDADE
Aqueles que faltam com a ética
Se justificarão
Com este principio que inventei:
A de dar nome e sobrenome
·
Sibila sou eu
Trago o futuro pra você resolver
Para você verificar
O quão mesquinho você é
Verás a diferença
Em ser jovem e velho
É o tempo que te resta no futuro
Saberás a diferença
So sexo pelo eterno
E o sexo pelo efêmero
·
Odeio o passado
Não pelo o que ele compromete
E sim pelo imaginário dos outros
Você se tranforma em arquivo
De Deus e o Diabo
Na terra da historia
Por isso tenho sintido a falta do presente
De fazer a minha historia pelos sentidos
Prevendo a mim mesma
Pela distancia do que serei daqui
1 segundo
2 segundos
5, 6, 7…
ETECETERA
Adoro esta palavra preguiçosa
etc
esta palavra foi inventada
para o futuro redundante
não é nada e tudo ao mesmo tempo
O errático e o anônimo
Communication serves first of all to make war. However, outside periods of hostilities, which foster a wealth of analyses and deploy them in the service of armies, war has traditionally constituted a blind spot in thought about communication. Confining the notion of communication to the entertainment industry in peacetime is merely the latest way of stifling examination of the relation between communication and war. Reading manuals on psychological warfare intended for the armed forces tells us more about the subject than most textbooks with which future professionals in communications learn the rudiments of their field.
from Mapping World Communication: War Progress Culture - Armand Mattelart (1994)
This is a very challenging and enlightening book, and I recommend it to all students of media and communications. That being said, it took me years to appreciate it after having it, and other texts, ruined by a horrible professor.
Tiens… Mattelart est lu outre-atlantique, bien !